Copyright © 2013 Irmãos Carvalho. Todos os direitos reservados.
Projeto
Projeto, materiais A filosofia do projeto é priorizar o resultado em detrimento dos preconceitos de mercado. Isso significa utilizar madeiras cujas qualidades e propriedades sejam as melhores possíveis, e com técnicas que garantam a maior qualidade possível, independentemente de quais sejam. Vejamos, então, os detalhes que fazem esses vilões terem um desempenho superior: Tampo: O tampo e sua estrutura são os grandes responsáveis pela produção sonora de um violão. Sendo assim, é no tampo que o luthier dedica seus maiores cuidados. Nos modelos Irmãos Carvalho, os tampos são de abeto ou cedro, e cada exemplar dessas madeiras é selecionado primeiramente pelo critério da sonoridade. Dependendo da densidade, do corte, da característica dos veios, da flexibilidade, da ressonância, e de diversos outros quesitos que tornam cada tampo único, o luthier seleciona o exemplar ideal em termos de som, e trabalha nele de forma personalizada. Cada tampo é produzido com espessuras únicas ao longo de sua área, definidas pela sensibilidade artística do construtor. O mesmo vale para a estrutura interna do tampo, que é posicionada e dimensionada para obter o máximo de resultado caso a caso. Fundo e laterais: Um dos objetivos do projeto foi garantir o máximo possível de rigidez no fundo e laterais do violão, a fim de não desperdiçar a energia do tampo, que deve vibrar sobre uma base firme. Para tanto, como fruto de muitas pesquisas, o sistema escolhido para a maioria dos modelos foi o de fundo e laterais prensados. A vantagem dessa tecnologia é poder usar camadas de diferentes madeiras pra atingir um alto grau de rigidez, num custo menor que o obtido com madeiras sólidas de menor densidade, que é o que geralmente se usaria para violões nessa faixa de preço. Porém, o segredo da abordagem nos violões Irmãos Carvalho está nos detalhes, desde o corte das madeiras até o processo de montagem do conjunto. Geralmente se usam madeiras de alta densidade na composição das camadas, como Jacarandá, Pau-ferro, Muiracatiara, etc... Os resultados aferidos são superiores tanto em sonoridade como em durabilidade. Um esclarecimento: O fundo prensado é uma tecnologia bem diferente do fundo laminado, apesar de muitas vezes haver confusão nos conceitos. Esse tipo de tecnologia de fundo prensado é bastante utilizada há décadas em instrumentos de qualidade ao redor de todo o mundo, inclusive na respeitada escola australiana de construção, e propicia grande rigidez ao conjunto de fundo e laterais, com excelentes resultados, ao contrário da laminação em forma de compensado, que torna o fundo e laterais macios, absorvendo a vibração do tampo e amortecendo a sonoridade. Braço: A madeira utilizada no braço é o tradicional cedro brasileiro, ou spanish cedar, uma madeira de alta resistência e durabilidade. O braço é dimensionado para propiciar grande conforto ao tocar, sem abrir mão de sua estabilidade. Como recurso adicional, o violão vem equipado com um tensor de dupla ação, que permite facilidade para pequenos ajustes na ação das cordas caso necessários. Além disso, a presença do tensor, dentro do projeto, visa aumentar o tempo de sustentação das notas. Escala: Na maioria dos modelos, a escala é feita de Pau-Ferro de alta densidade. Ela é uma madeira de alta dureza, com mais durabilidade que o jacarandá. É claro, caso sejam selecionadas peças de boa qualidade e corte. As peças de pau-ferro selecionadas para estes modelos são de grande qualidade, e devem durar décadas. Assim, a escolha obedeceu critérios funcionais, para garantir o melhor possível em durabilidade e estabilidade, dentro da faixa de preço. Aqui, abrimos um parêntesis para explicar sobre madeiras: A madeira é uma matéria-prima orgânica, que possui alto grau de variabilidade dentro da mesma espécie. Peças retiradas de árvores com diferentes idades, que cresceram em condições climáticas e solo diferentes, ou mesmo peças retiradas de diferentes partes de um mesmo tronco, possuem grandes diferenças nas suas propriedades físicas. Assim, é preciso evitar os equívocos que ocorrem ao se basear somente pelo nome da madeira para avaliar qualidade. Por exemplo, a madeira mais apreciada para o feitio da escala, no tocante à durabilidade, é o Ébano. Mas isso é bastante relativo. Um Pau-Ferro de alta qualidade apresenta mais durabilidade do que um Ébano de baixa qualidade. Obviamente, um Ébano de alta qualidade é excepcional, mas somente usado em faixas de preço mais elevadas. Montagem: A montagem do violão prioriza o encaixe perfeito de todas as suas partes, nos ângulos mais adequados para obter a melhor transmissão de energia possível. Dessa forma, a construção e posicionamento do cavalete, o ângulo de encaixe do braço no corpo, o formato do corpo, o posicionamento da boca, o tipo de junção e de decoração, e diversos outros detalhes são abordados de forma minuciosa. Cada pequeno detalhe contribui para o resultado final do instrumento, e os anos de prática, e a grande sensibilidade do luthier, orientam cada aspecto da montagem dos violõe Durabilidade: Os violões Irmãos Carvalho foram projetados e construídos para durar décadas, desde que tomados os cuidados básicos que todo violão demanda. Tais cuidados são: não expor a bruscas variações de temperatura e umidade, e nem aos seus extremos. Não o guardar em ambientes muito abafados, como dentro do porta-malas do carro no sol. Não apoiar nenhum tipo de peso sobre o violão, ou expô-lo a tensionamento ou torção. Não expor o instrumento a pancadas, quedas, golpes, cortes e outras situações de perigo físico ao instrumento. E manter o instrumento sempre afastado de corredores e passagens, e longe do alcance de crianças e adultos que não possuam conhecimento dos cuidados necessários.  
JRC
Irmãos Carvalho
Samuel Carvalho produz violões. Mas faz mais que isso: ele põe amor neste ofício desde a escolha da madeira até sentir o som de Bach saindo das cordas.
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Projeto, materiais A filosofia do projeto é priorizar o resultado em detrimento dos preconceitos de mercado. Isso significa utilizar madeiras cujas qualidades e propriedades sejam as melhores possíveis, e com técnicas que garantam a maior qualidade possível, independentemente de quais sejam. Vejamos, então, os detalhes que fazem esses vilões terem um desempenho superior: Tampo: O tampo e sua estrutura são os grandes responsáveis pela produção sonora de um violão. Sendo assim, é no tampo que o luthier dedica seus maiores cuidados. Nos modelos Irmãos Carvalho, os tampos são de abeto ou cedro, e cada exemplar dessas madeiras é selecionado primeiramente pelo critério da sonoridade. Dependendo da densidade, do corte, da característica dos veios, da flexibilidade, da ressonância, e de diversos outros quesitos que tornam cada tampo único, o luthier seleciona o exemplar ideal em termos de som, e trabalha nele de forma personalizada. Cada tampo é produzido com espessuras únicas ao longo de sua área, definidas pela sensibilidade artística do construtor. O mesmo vale para a estrutura interna do tampo, que é posicionada e dimensionada para obter o máximo de resultado caso a caso. Fundo e laterais: Um dos objetivos do projeto foi garantir o máximo possível de rigidez no fundo e laterais do violão, a fim de não desperdiçar a energia do tampo, que deve vibrar sobre uma base firme. Para tanto, como fruto de muitas pesquisas, o sistema escolhido para a maioria dos modelos foi o de fundo e laterais prensados. A vantagem dessa tecnologia é poder usar camadas de diferentes madeiras pra atingir um alto grau de rigidez, num custo menor que o obtido com madeiras sólidas de menor densidade, que é o que geralmente se usaria para violões nessa faixa de preço. Porém, o segredo da abordagem nos violões Irmãos Carvalho está nos detalhes, desde o corte das madeiras até o processo de montagem do conjunto. Geralmente se usam madeiras de alta densidade na composição das camadas, como Jacarandá, Pau-ferro, Muiracatiara, etc... Os resultados aferidos são superiores tanto em sonoridade como em durabilidade. Um esclarecimento: O fundo prensado é uma tecnologia bem diferente do fundo laminado, apesar de muitas vezes haver confusão nos conceitos. Esse tipo de tecnologia de fundo prensado é bastante utilizada há décadas em instrumentos de qualidade ao redor de todo o mundo, inclusive na respeitada escola australiana de construção, e propicia grande rigidez ao conjunto de fundo e laterais, com excelentes resultados, ao contrário da laminação em forma de compensado, que torna o fundo e laterais macios, absorvendo a vibração do tampo e amortecendo a sonoridade. Braço: A madeira utilizada no braço é o tradicional cedro brasileiro, ou spanish cedar, uma madeira de alta resistência e durabilidade. O braço é dimensionado para propiciar grande conforto ao tocar, sem abrir mão de sua estabilidade. Como recurso adicional, o violão vem equipado com um tensor de dupla ação, que permite facilidade para pequenos ajustes na ação das cordas caso necessários. Além disso, a presença do tensor, dentro do projeto, visa aumentar o tempo de sustentação das notas. Escala: Na maioria dos modelos, a escala é feita de Pau- Ferro de alta densidade. Ela é uma madeira de alta dureza, com mais durabilidade que o jacarandá. É claro, caso sejam selecionadas peças de boa qualidade e corte. As peças de pau-ferro selecionadas para estes modelos são de grande qualidade, e devem durar décadas. Assim, a escolha obedeceu critérios funcionais, para garantir o melhor possível em durabilidade e estabilidade, dentro da faixa de preço. Aqui, abrimos um parêntesis para explicar sobre madeiras: A madeira é uma matéria-prima orgânica, que possui alto grau de variabilidade dentro da mesma espécie. Peças retiradas de árvores com diferentes idades, que cresceram em condições climáticas e solo diferentes, ou mesmo peças retiradas de diferentes partes de um mesmo tronco, possuem grandes diferenças nas suas propriedades físicas. Assim, é preciso evitar os equívocos que ocorrem ao se basear somente pelo nome da madeira para avaliar qualidade. Por exemplo, a madeira mais apreciada para o feitio da escala, no tocante à durabilidade, é o Ébano. Mas isso é bastante relativo. Um Pau-Ferro de alta qualidade apresenta mais durabilidade do que um Ébano de baixa qualidade. Obviamente, um Ébano de alta qualidade é excepcional, mas somente usado em faixas de preço mais elevadas. Montagem: A montagem do violão prioriza o encaixe perfeito de todas as suas partes, nos ângulos mais adequados para obter a melhor transmissão de energia possível. Dessa forma, a construção e posicionamento do cavalete, o ângulo de encaixe do braço no corpo, o formato do corpo, o posicionamento da boca, o tipo de junção e de decoração, e diversos outros detalhes são abordados de forma minuciosa. Cada pequeno detalhe contribui para o resultado final do instrumento, e os anos de prática, e a grande sensibilidade do luthier, orientam cada aspecto da montagem dos violõe Durabilidade: Os violões Irmãos Carvalho foram projetados e construídos para durar décadas, desde que tomados os cuidados básicos que todo violão demanda. Tais cuidados são: não expor a bruscas variações de temperatura e umidade, e nem aos seus extremos. Não o guardar em ambientes muito abafados, como dentro do porta-malas do carro no sol. Não apoiar nenhum tipo de peso sobre o violão, ou expô-lo a tensionamento ou torção. Não expor o instrumento a pancadas, quedas, golpes, cortes e outras situações de perigo físico ao instrumento. E manter o instrumento sempre afastado de corredores e passagens, e longe do alcance de crianças e adultos que não possuam conhecimento dos cuidados necessários.  
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Samuel Carvalho produz violões. Mas faz mais que isso: ele põe amor neste ofício desde a escolha da madeira até sentir o som de Bach saindo das cordas.